Procurando tratamento de Erosão Dental em Niterói?

Sucesso no verão, os sucos cítricos podem desgastar o esmalte dos dentes – é a chamada erosão dentária. E não são apenas as frutas cítricas. A alimentação moderna é rica em bebidas e alimentos ácidos, como refrigerantes à base de cola, isotônicos, vinho tinto, vinagre, conservantes encontrados no leite e em iogurtes. Esses alimentos colaboram para a destruição química do esmalte que recobre os dentes.

Os primeiros sinais são dentes sensíveis que, ocasionalmente, quebram pequenos pedaços de suas pontas e que possuem uma superfície desgastada, de coloração azulada translúcida. Além do prejuízo estético, essa sensibilidade pode prejudicar a mastigação, e em casos avançados, os pacientes podem sentir dor aguda se o dano se estender ao canal do dente.

Mas segundo a pesquisadora Marília Buzalaí, 41 anos, cirurgiã-dentista e professora da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (FOB-USP), esse problema pode estar com os dias contados. Marília é orientadora da tese “Chá verde contra a erosão dentária”, de Melissa Kato, aluna do curso de doutorado em biologia oral da FOB-USP.

“Testamos o efeito do chá verde. Durante dias, voluntários se submeteram a um teste onde utilizavam uma dentadura feita com dentina bovina (tecido conjuntivo que forma o dente) e os expunham à ação corrosiva dos refrigerantes. Em seguida, bochechavam com o chá verde. O tratamento funcionou, com uma redução da erosão em torno de 30% em relação a bochechos com água. O chá verde também pode diminuir os efeitos da erosão dentárias se for ingerido após os alimentos ou bebidas ácidas” afirma.

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Na segunda fase do experimento, foram produzidos géis à base do princípio ativo do chá verde em associação com as substâncias clorexidina e sulfato ferroso. A experiência foi repetida e o resultado impressionou as pesquisadoras: uma única aplicação dos géis foi capaz de prevenir completamente a erosão da dentina. Os géis foram patenteados pela Agência USP de Inovação.

Enquanto o gel à base de chá verde não é comercializado, o cirurgião dentista e membro da Associação Brasileira de Odontologia, Carlos Dantas, explica que deve ser feita uma avaliação do nível de destruição do esmalte, que pode ser classificado em seis tipos.

NÍVEL 1
Os dentes apresentam pequenas valas em sua superfície.

NÍVEL 2
As valas são maiores na superfície dentária

NÍVEL 3
Valas em todo o dente, que atingem até 2 mm da ponta. Nesse grau, a erosão já afeta a estética do sorriso, deixando os dentes mais curtos.

NÍVEL 4
Comprometimento estético dos dentes anteriores e perda de 2mm nas pontas dos dentes.

NÍVEL 5
Perda de esmalte dos dentes pela parte da frente e no comprimento.

NÍVEL 6
Dentes bem destruídos, com quase exposição da polpa dentária.

“A erosão dentária é muito comum em crianças e adolescentes, devido à ingestão de muito refrigerante, assim como pessoas que sofrem de anorexia, bulimia nervosa ou refluxo, devido aos constantes vômitos. O suco gástrico produzido pelo vômito é extremamente ácido e o contato com os dentes causa uma verdadeira destruição do esmalte dentário”, alerta.

Dantas recomenda que, para evitar os danos aos dentes pela erosão, é necessário fazer uma visita ao consultório do dentista a cada 6 meses, para uma avaliação. Também é importante relatar sobre o uso de alimentos ácidos e se apresentam refluxo gástrico ou vômitos. O tratamento para a erosão dentária é feito por um especialista em dentística restauradora ou em prótese estética.

Veja a matéria completa na revista OFlu

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